O Mundo Corporativo 2010!

Todos nós já sabemos que quem cuida da nossa carreira somos nós mesmos, porém após a leitura de um livro esta idéia tomou uma proporção ainda maior para mim.

O livro Headhunter – OS BASTIDORES DO MUNDO CORPORATIVO do autor e Head Hunter, Felipe Assunção traz uma série de testemunhos de grandes executivos e entre estes testemunhos, Felipe faz as suas considerações sob a ótica de um Headhunter.

Eu com 38 anos de idade e conheci pessoas que trabalharam durante toda a sua vida profissional em uma única empresa e também já escutei falar sobre estabilidade de emprego.

Tenho como exemplo o meu Pai que trabalhou por longos anos em uma única empresa e isto sempre foi motivo de muito orgulho. Já na minha geração é muito mais comum encontrar pessoas que trabalharam em algumas empresas durante a sua carreira, eu mesmo trabalhei até hoje em 5 empresas durante 24 anos de minha vida, número razoável de empresas pelo tempo de trabalho.

Porém aqui muda um pouco a minha concepção sobre carreira profissional, pois existe um trecho no livro do Felipe que me fez pensar muito, veja abaixo na íntegra o que ele escreve:

Nem todo prestador de serviço é um executivo;mas todo executivo é fundamentalmente um prestador de serviços. O Executivo não “transforma”. É, via de regra, um profissional com competência em determinada área e que tem hoje um cliente específico chamado “empresa x”.

Ou seja, nos dias atuais devemos assumir a nossa condição de prestador de serviço e não mais ficar preocupado em arrumar emprego, temos que colocar o nosso serviço a disposição do mercado e quando acabar o projeto “x” na empresa “y” devemos novamente colocar o nosso serviço a disposição da empresa / mercado.

Acho que a geração Y já entende melhor este conceito, porém para mim ainda acho um pouco estranho falar assim com este desprendimento. Aquela história de vestir a camisa da empresa ainda existe, porém é de acordo com o tempo planejado….É, o mundo mudou e nós temos que nos adequar a ele.